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segunda-feira, 28 de março de 2011

O que houve com tua alma?






Manhãs emplumadas grânulos de sereno
Teus beijos estão secos “ocos” trincados
Feito a secura das muxibas dos “surrados”
Não sinto tua ternura tem só plasticidade
Perdeste a candura a vida a sublimidade
Que razões te deixaram tão desalmada!



Até as vindimas se fecham nas invernias
Mas guardam consigo seivas nutricionais
Coisas que na natureza são “institucionais”
Onde guardas tu tuas fragrâncias de vida
“Vives na lua” qual acorrentada ressequida
Enquanto por aí há sorrisos motivacionais.



Benfaseja serias tu tivesse alma luzeira
Embora trincada no frio imisericordioso
Dançasse feliz rodopiando sobre o gelo






Saudando anjos bons sem cor nem pelo
Cerzindo ponchos ao um Deus garboso
Abringando no limbo tua alma estradeira!

por Renato Schorr




Neste início de semana nos perguntemos, então, o que houve com nossas almas? Estão em nós? Vivem em nós? Ou andam por ai.....
Busquemos saber, porque o tempo passa e o que ficam são seres que aprendemos com eles o quanto ser tapera, as vezes é tão frio, quanto o minuano que sopra. Desejamos que o calor do coração vibre mais alto, que o calor e a luz do sol inunde teu ser e que as tropeadas sejam plenas de recuerdos dos buenos, aqueles que surgem na mente, junto ao fogo de chão.
Ana Claudia Feltrim









sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Os Tapes do ontem...hoje...dos que espalham a LUZ

Quando a semana se esvai e se acha romanceando sob o canto do grilos, uma vibração sonora bate à porta do peito anunciando...angústias? sentimentos dispersos?quem sabe  a alma pedindo abrigo num cantinho, um esconderijo!
Num sobressalto feito o acordar da natureza em dia de temporal nos deixamos levar pela leveza de uma prece, que, estranhamente conforta alguém...
Eis a cumplicidade galponera enraizada no coração da querência. Que surge com o "Sacerdote que espalha luz" - Arambaré.
Tenhamos, portanto, a proteção de tantos quantos irmãos bons de outros espaços, como os Tapes fiéis da herança Guarani a guarnecer e livrar dos perigos e quando novamente a luz da nova semana surgir, estejam  teus corpos e almas repletos de paz! 
Enquanto isso não ocorrer velamos por ti. Por que agora os Tapes são aqueles que lutam pela vida, são os anunciadores dos índios que como guardiões permanecem nas matas, de olhos bem abertos, passos largos e no dizer do campeiro "de orelha em pé".
Lembrem-se um Guarani não se entrega, um descendente dos Tapes não se dobra, aprende a viver. Como a água contorna as pedras do rio e alcança o mar. um "Sacerdote que espalha a Luz"- "Arambaré"  não guarda conhecimento, espalha, percebe que as verdades são muitas...
Que o início da semana tenha a força dos Índios e que sejam os Tapes...




Com colaboração de Renato Schorr