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sexta-feira, 11 de março de 2011

Quem te disse...os dois juntos...

Diante dos tantos aprendizados desta sexta-feira lembrei-me do velho amigo Leocádio Correia. Chegado neste mundo em 16 de fevereiro de 1848, no lindo Paraná, em Paranaguá. Aliás, linda cidade que muito ouvi, nesta semana, por um jovem empreendedor e ao mesmo tempo solidário e grato pela vida que, segundo ele, é fruto de tudo o que já viveu. Depois deste pequenino e importante parêntese.





Volto, então, a refletir com vocês sobre este amigo. Por ser um tropeiro, um artista, um mestre, um amigo, um médico que cuidou e “cuida” não só do corpo físico, desde as primeiras letras. Esteve tropeando solidariedade nos campos de Paranaguá, Guaratuba, Guaraqueçaba, Antonina. Morretes, Curitiba, Ponta Grossa e Castro.

O amigo Correia fazia toda semana, de charrete, a via Curitiba – Paranaguá, pois elegeu-se deputado da província e não queria deixar os amigos do caminho. Foi então, que o tropeiro decidiu levar mantimentos e medicamentos para atender aos companheiros em cada pouso. Subia com o peçuelo repleto e descia trazendo palavras de amor e gratidão. Foi depois deste esforço que nasceu a ferrovia, na região.


Por que, então, estava eu refletindo sobre este tropeiro. Por que hoje, sexta-feira o mundo, o Rio Grande viveram momentos de apreensão. Contudo, será que estamos preparados para ser os tropeiros de hoje, exemplificando aqui o médico tropeiro de além mundo?  Será que tudo o que está acontecendo não é como ele mesmo diz “somos os verdadeiros arquitetos de nossas obras”? Será que  não está na hora de revermos alguns pensamentos?




Concluo como os versos do tropeiro fronteiriço Lauro Simões, em Rodeio das Almas:
“Hoje...
Só me falta ele
Que ficou na estância da minha mocidade,
Junto aos pessegueiros e das laranjeiras
Que eu galgava os galhos!
Quando cevo o mate, longe das glicínias
Que sombreavam cepos...
Lá me vem o angico – que conseguiu patas
Com algum petiço de guri andar
P’ra plantar-se junto das minhas lembranças
E, me ver mateando!”





O convite do De Pingo Alçado no Freio é para matearmos junto à consciência, junto ao coração e alma. A fim de desejarmos profundamente sermos tropeiros de um mundo melhor e de seres melhores, que sabemos somos e podemos ser ainda mais.
Nossa súplica pela região sul do Rio Grande,                                    
Nossa súplica pelos irmãos japoneses,
Nossa súplica para que mudemos e amemos mais!
Afinal, Lauro declama...

”Quem te disse angico
Que nós, os dois juntos
Não somos eternos?...”