Mostrando postagens com marcador solidariedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador solidariedade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O Sol nasceu, te escolhemos Mãe


Te escrevo este chasque para te agradecer. Mas, quando minha mente entra na invernada da alma, fico a pensar qual a melhor maneira de agradecer. Juntei as lembranças junto ao peito e fui buscar nos peçuelos.
Minha vida nasceu contigo, a centelha de vida que me deste, procuro, mãe,  guardar todos em todos os momentos da tropeada que escolhi vivenciar. Lembro-me das horas que eu chorava e tu vinhas ao meu encontro, sempre com palavras doces e um jeitinho que é característico dos anjos, enviados por Deus. Mãe me recordo das vezes em que eu imagina que chamavas minha atenção e até dizia “que chato”, mas, percebi minha linda preciosidade que trazes um dos dons mais valiosos. “Docilidade firme e firmeza Dócil”.
Mãe me lembro das primeiras letrinhas que aprendi, junto ao fogão, quanto preparavas almoço ou jantar, e as letrinhas eram da poesia Dedicação – Dimas Costa. Ah, como é maravilhoso vivenciar estes ensinamentos. A primeira lição de como agir em relação aos demais seres humanos. “Filha, faça sempre para o outro o que desejares que seja feito para ti”. Claro, que me vem à lembrança as inúmeras mães que tenho. Ainda por cima quando ficava junto à porta de teu quarto a espera que fosses mais forte, levantasses e me juntasse ao teu peito.
Das danças, do andar a cavalo, dos choros, dos sorrisos e das conquistas que nos acompanham ao longo da jornada. Aprendo, mãe, sem a experiência, paciência e fé, marcadas por ti dentro de mim, nada sou. Mãe, das minhas esperanças, dos meus anseios, dos meus amores, dos meus mais sinceros e profundos sentimentos.
Hoje ouvi de um exemplo de homem e amigo. Que teu dia não é apenas o segundo domingo de maio. Mas, que são todos os dias de nossas vidas. Percebi que os olhos ficaram marejados e aquele homem, virou menino diante da palavra MÃE.
Então, amada de todas as minhas e de nossas vidas receba muita Luz, felicidade, vidas e mais vidas nesta eternidade; sinta no aroma da vida Deus e toda a espiritualidade contida nesta maravilha que escolhi um dia para ser minha eterna companheira, educadora, orientadora e amada MÃE.







As mães das invernadas deste imenso universo, o De Pingo Alçado no Freio está pronto para dizer AMAMOS, PORQUE AGRADECEMOS A DADIVA INFINITA DE TÊ-LAS POR AQUI...
Que felizes sejam aqueles valorizadores do honrar vosso pai e vossa mãe, que felizes sejam aqueles eternos guardiões de almas tão lindas, que felizes sejam aqueles gratos pela existência de seres abnegados e eternos....

sexta-feira, 11 de março de 2011

Quem te disse...os dois juntos...

Diante dos tantos aprendizados desta sexta-feira lembrei-me do velho amigo Leocádio Correia. Chegado neste mundo em 16 de fevereiro de 1848, no lindo Paraná, em Paranaguá. Aliás, linda cidade que muito ouvi, nesta semana, por um jovem empreendedor e ao mesmo tempo solidário e grato pela vida que, segundo ele, é fruto de tudo o que já viveu. Depois deste pequenino e importante parêntese.





Volto, então, a refletir com vocês sobre este amigo. Por ser um tropeiro, um artista, um mestre, um amigo, um médico que cuidou e “cuida” não só do corpo físico, desde as primeiras letras. Esteve tropeando solidariedade nos campos de Paranaguá, Guaratuba, Guaraqueçaba, Antonina. Morretes, Curitiba, Ponta Grossa e Castro.

O amigo Correia fazia toda semana, de charrete, a via Curitiba – Paranaguá, pois elegeu-se deputado da província e não queria deixar os amigos do caminho. Foi então, que o tropeiro decidiu levar mantimentos e medicamentos para atender aos companheiros em cada pouso. Subia com o peçuelo repleto e descia trazendo palavras de amor e gratidão. Foi depois deste esforço que nasceu a ferrovia, na região.


Por que, então, estava eu refletindo sobre este tropeiro. Por que hoje, sexta-feira o mundo, o Rio Grande viveram momentos de apreensão. Contudo, será que estamos preparados para ser os tropeiros de hoje, exemplificando aqui o médico tropeiro de além mundo?  Será que tudo o que está acontecendo não é como ele mesmo diz “somos os verdadeiros arquitetos de nossas obras”? Será que  não está na hora de revermos alguns pensamentos?




Concluo como os versos do tropeiro fronteiriço Lauro Simões, em Rodeio das Almas:
“Hoje...
Só me falta ele
Que ficou na estância da minha mocidade,
Junto aos pessegueiros e das laranjeiras
Que eu galgava os galhos!
Quando cevo o mate, longe das glicínias
Que sombreavam cepos...
Lá me vem o angico – que conseguiu patas
Com algum petiço de guri andar
P’ra plantar-se junto das minhas lembranças
E, me ver mateando!”





O convite do De Pingo Alçado no Freio é para matearmos junto à consciência, junto ao coração e alma. A fim de desejarmos profundamente sermos tropeiros de um mundo melhor e de seres melhores, que sabemos somos e podemos ser ainda mais.
Nossa súplica pela região sul do Rio Grande,                                    
Nossa súplica pelos irmãos japoneses,
Nossa súplica para que mudemos e amemos mais!
Afinal, Lauro declama...

”Quem te disse angico
Que nós, os dois juntos
Não somos eternos?...”